sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Lixo tecnológico e o meio ambiente: de quem é a responsabilidade?

Nós ainda não resolvemos um grande problema, que é o lixo domiciliar, isso sem incluir o hospitalar e agora nos deparando com o lixo tecnológico, que com o seu grande volume começa a afetar mais uma vez o meio ambiente com suas substâncias químicas, que são nocivas aos seres humanos e aos animais.
E quem não tem esse tipo de lixo obsoleto em sua residência ou no local de trabalho e fica sem saber como se desfizer dele? O nosso comportamento é armazená-lo em algum canto da casa, acumulando esses trastes, alguns doam para instituições, outros os vendem com valores simbólicos, outros fazem doações para os “amigos” e/ou familiares. Mas vai chegar um determinado dia em que não terão um destino a não ser descartado, por não funcionarem ou não existirem mais peças para sua reposição. Da maneira como anda a evolução tecnológica, temos de reconhecer que realmente não damos conta de acompanhá-la, basta presenciar o comportamento dos nossos filhos, parece que já nascem com um “chip” no cérebro, pois tamanha é a intimidade deles com esses equipamentos que deixam muitos adultos a ver navios quando os vemos navegarem pela internet.
Mas não me refiro apenas aos computadores como lixo tecnológico, mas outros equipamentos eletroeletrônicos que também entram na lista, e como exemplo: telefones celulares, aparelhos eletrodomésticos ou eletroeletrônicos e seus componentes, incluindo os acumuladores de energia (baterias e pilhas) e produtos magnetizados de uso doméstico, industrial, comercial e de serviço composto por materiais não-biodegradáveis e CRTs (tubos de imagem de televisão).
O lixo tecnológico é tratado como resíduo químico durante a coleta e é jogado em aterros, causando contaminação do solo, da água e, conseqüentemente, dos alimentos. Telefones celulares descartados em aterros sanitários ou incinerados criam a possibilidade de liberar substâncias tóxicas (metais pesados) que antes estavam nas baterias, circuitos impressos, displays de cristal líquido.
Componentes como placas-mãe são compostos de metais pesados como mercúrio, chumbo e cádmio: esses podem causar danos ao sistema nervoso, edema pulmonar, câncer, além, é claro, de serem nocivos ao meio ambiente.
O material plástico das carcaças de computador leva séculos para se decompor na natureza. Um monitor leva 300 anos para se decompor, pouca gente sabe, mas este equipamento pode conter até 25% do seu peso em chumbo.
No período de chuvas, esses tipos de substâncias podem alcançar os lençóis freáticos e contaminar rios e peixes, provocando danos à saúde das pessoas e do meio ambiente, pois nos alimentamos com esses peixes e se nos contaminamos também.
Atualmente, o problema causado pelo avanço tecnológico ocorre no mundo inteiro e devido a isso produtos tais como celulares que a cada dia estão mais sofisticados e que não utilizamos 1/3 das suas funções são substituídos num curto espaço de tempo e o seu descarte é feito de maneira incorreta, causando não só prejuízos ao meio ambiente, mas também à nossa saúde.

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