quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Os 10 mandamentos do usuário "verde" da tecnologia

1 ) Pesquise: é importante descobrir se o fabricante tem preocupações com o ambiente e se recolherá as peças usadas para reciclagem, depois que o aparelho perder sua utilidade. Guia Verde do Greenpeace classifica as companhias, de acordo com iniciativas ligadas ao ambiente.

2 ) Prolongue: você não precisa trocar de celular todos os anos ou comprar um computador com essa mesma freqüência. Quanto mais eletrônicos adquirir, maior será a quantidade de lixo eletrônico. Por isso, cuide bem de seus produtos e aprenda a evitar os constantes apelos de troca.

3 ) Doe: caso seja realmente necessário comprar um novo eletrônico quando o seu ainda estiver funcionando, doe para alguém que vá usá-lo. Dessa forma, ainda é possível prolongar a vida útil do aparelho e a pessoa que recebê-lo não precisará comprar um novo.

4 ) Recicle: os grandes fabricantes de eletrônicos oferecem programas de reciclagem. Antes de jogar aquele monitor estragado no lixo, entre em contato com a empresa e pergunte onde as peças são coletadas. Muitas assistências também coletam esse material.

5 ) Substitua: procure sempre fazer mais com menos. Produtos que agregam várias funções, como uma multifuncional, consomem menos energia do que cada aparelho usado separadamente. Também vale minimizar o uso de recursos ligados ao ambiente: para que imprimir, se dá para ler na tela?

6 ) Informe-se: o usuário de tecnologia deve ser adepto ao consumo responsável, sabendo as conseqüências que seus bens causam ao ambiente. Por isso, é importante estar atento ao assunto - somente assim será possível eliminar hábitos ruins e tomar atitudes que minimizem o impacto do lixo eletrônico.


7 ) Opte pelo original: as empresas que falsificam produtos não seguem políticas de preservação do ambiente ou se responsabilizam pelas peças comercializadas, depois que sua vida útil chega ao fim. Por isso, é sempre importante comprar eletrônicos originais.

8 ) Pague: os produtos dos fabricantes que oferecem programas de preservação ambiental podem ser mais caros, isso porque parte dos gastos com essas iniciativas pode ser repassada para o consumidor. A diferença de preço não chega a níveis absurdos e, por isso, vale a pena optar pela alternativa “verde”.

9 )Economize energia: na hora de comprar um eletrônico, opte pelo produto que consome menos energia. Além disso, o consumidor consciente deve usar fontes de energia limpa (como a solar) sempre que possível.

10 ) Mobilize: é importante passar informações sobre lixo eletrônico para frente, pois muitos usuários de tecnologia não se dão conta do tamanho do problema. Divulgue, mas evite aqueles discursos inflados e catastróficos dos “ecochatos”, que não são nada populares.

Coleta e reciclagem no Brasil

O gerenciamento dos resíduos sólidos de origem domiciliar, que inclui o grupo dos EEE, apresenta tratamento diferenciado em diferentes partes do país. Enquanto alguns municípios têm por prática intervir e monitorar amplamente o descarte dos produtos, outros ainda não dispõem de uma abordagem adequada para o tratamento Eol.
A cidade de Campinas, no estado de São Paulo é um dos municípios que vêm investindo em coleta seletiva domiciliar. No Brasil, existe coleta seletiva em cerca de 135 cidades21. A coleta seletiva de resíduos sólidos está estimulando o crescimento das pequenas e médias empresas do setor de reciclagem.
A coleta seletiva em Campinas apresenta três formas de atuação: domiciliar; comunidades organizadas; e em locais de entrega voluntária22. O trabalho é realizado 24 horas por dia, fornecendo uma ampla estrutura de coleta, transporte, triagem e acomodação dos resíduos. As comunidades organizadas compreendem prédios de repartições públicas, escolas, entre outras associações. Para o caso dos locais de entrega voluntária, existem atualmente 14 containeres compartimentados em pontos estratégicos do município. Depois de montada esta estrutura, a necessidade por aterramento sanitário foi reduzida drasticamente. Para as outras situações em que o poder público não atua na coleta e classificação dos resíduos sólidos, programas de coleta seletiva são efetuados por cooperativas.
Além dos casos de coleta seletiva, existem outros exemplos de sistemas de coleta sendo aplicados no Brasil. Por exemplo, um sistema para o recolhimento de baterias de celulares está funcionando em todo o país sobre a supervisão dos fabricantes. As baterias podem ser entregues em postos autorizados, normalmente representantes das próprias empresas produtoras.
Atualmente no Brasil, a reciclagem de EEE é feita por poucas empresas especializadas, fazem uso da mão-de-obra abundante e barata para executar tarefas simples e pouco planejadas. A grande maioria dos produtos eletroeletrônicos ainda não recebe espécie alguma de tratamento e são depositados em aterros sanitários ou lixões. Em alguns casos raros, produtores de EEE adotaram programas próprios de tratamento de produtos para o reuso e reaproveitamento de materiais e componentes, como foi o caso do grupo Itautec Philco que processa computadores obsoletos. Em sua planta de Tatuapé, a companhia executa as atividades de classificação, desmontagem e reciclagem de produtos, com uma capacidade inicial de 850 toneladas por ano23. O projeto piloto da Itautec é um indicador de que alguns grandes produtores de EEE compreenderam a importância de atuar em planos próprios de recuperação dos resíduos.
As indústrias mais antigas, que continuam contribuindo com a maior parcela da carga poluidora gerada e elevado risco de acidentes ambientais sendo, portanto, necessários altos investimentos de controle ambiental e custos de despoluição para controlar a emissão de poluentes, do lançamento de efluentes e do depósito irregular. As indústrias tradicionalmente responsáveis pela maior produção de resíduos perigosos são as metalúrgicas, as indústrias de equipamentos eletro-eletrônicos, as fundições, a indústria química e a indústria de couro e borracha. O lançamento dos resíduos industriais perigosos em lixões, nas margens das estradas ou em terrenos baldios o que compromete a qualidade ambiental e de vida da população.
O Brasil produz cerca de 800 milhões de pilhas comuns por ano, o que representa seis unidades por habitante. Energia que circula no Brasil:
• 10 milhões de baterias de celular.
• 12 milhões de baterias automotivas.
• 200 mil baterias industriais.
Dependendo dos materiais pilhas e baterias podem ou não serem jogadas em lixo doméstico. Há três tipos de baterias: as que têm chumbo-ácido, níquel-cádmio e óxido de mercúrio, são estas que devem ser recolhidas pelas lojas que as comercializam. As de chumbo-ácido são usadas em processos industriais (são grandes baterias) e nos automóveis (ventiladas). Há ainda modelos de câmeras filmadoras que utilizam bateria selada com esse componente, além de aparelhos elétricos, de telefonia, geradores e luzes de emergência. As que contêm níquel-cádmio também são usadas em processos industriais e foram empregadas nos primeiros modelos de telefone celular. Hoje são ultrapassadas, mas telefones sem fios ainda as utilizam.

Legislação

Temos pesquisado no lixo tecnológico lento processo da política brasileira de resíduos sólidos. Existe em projeto em andamento no congresso que trata o lixo como resíduo reverso, responsabilizando os fabricantes pelo manejo antes da disposição final. Esse tipo de iniciativa enfrenta grandes resistências, principalmente por parte das próprias indústrias, pois é ela quem tem que arcar com os custos e logísticas. É necessário para tirar o atraso em que a legislação brasileira trata sobre este assunto, e para oferecer uma solução que cresce a cada ano e tende a crescer cada vez mais.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Algumas dicas.

Uma maneira de reaproveitamento do seu lixo...

E aí, o que fazer com eles?

A resposta parece fácil, mas não é. Quem está atolado de equipamentos sem uso, atualmente possui três opções para um descarte sem agressão ao meio ambiente: entregá-los ao fabricante, se esse tiver um programa específico para isso, o que não é o caso da maioria das companhias; vender; ou doar para uma instituição de caridade ou empresas de reciclagem.



O professor do Instituto de Química da Universidade de Brasília (UnB) Antônio Moraes Guaritá explica que o lixo tecnológico é tratado como resíduo químico durante a coleta e é jogado em aterros, causando contaminação do solo, da água e, conseqüentemente, dos alimentos.

"O material plástico das carcaças de computador leva séculos para se decompor na natureza. Componentes como placas-mãe são compostos de metais pesados como mercúrio, chumbo e cádmio", exemplifica. Metais pesados podem causar danos ao sistema nervoso, edemas pulmonares, câncer, além de serem nocivos ao meio ambiente.

Prós e Contras

Os benefícios da tecnologia são vários, porém como tudo tem o seu lado ruim, a tecnologia vem avançando, cada vez mais, e com isso ela também traz grandes prejuízos, principalmente para o meio ambiente, pois com o consumismo, a tendência do homem é comprar quase que compulsivamente, adquirindo equipamentos mais modernos e práticos. Mas o que se deve fazer com aqueles equipamentos que não tem mais utilidade?
Tudo aquilo que não é mais útil para nós é descartado. Mas nem tudo deve ter o mesmo destino. A falta de instrução leva o homem a descartar o lixo eletrônico como se fosse o lixo comum. O lixo tecnológico é um dos grandes fatores que contribui para a poluição do solo, do ar e também da água. Mas quem é o grande prejudicado? No final das contas o grande prejudicado é o homem, pois o lixo eletrônico descartado, por ele, agride o meio ambiente e tudo que nele vive.

Lixo tecnológico e o meio ambiente: de quem é a responsabilidade?

Nós ainda não resolvemos um grande problema, que é o lixo domiciliar, isso sem incluir o hospitalar e agora nos deparando com o lixo tecnológico, que com o seu grande volume começa a afetar mais uma vez o meio ambiente com suas substâncias químicas, que são nocivas aos seres humanos e aos animais.
E quem não tem esse tipo de lixo obsoleto em sua residência ou no local de trabalho e fica sem saber como se desfizer dele? O nosso comportamento é armazená-lo em algum canto da casa, acumulando esses trastes, alguns doam para instituições, outros os vendem com valores simbólicos, outros fazem doações para os “amigos” e/ou familiares. Mas vai chegar um determinado dia em que não terão um destino a não ser descartado, por não funcionarem ou não existirem mais peças para sua reposição. Da maneira como anda a evolução tecnológica, temos de reconhecer que realmente não damos conta de acompanhá-la, basta presenciar o comportamento dos nossos filhos, parece que já nascem com um “chip” no cérebro, pois tamanha é a intimidade deles com esses equipamentos que deixam muitos adultos a ver navios quando os vemos navegarem pela internet.
Mas não me refiro apenas aos computadores como lixo tecnológico, mas outros equipamentos eletroeletrônicos que também entram na lista, e como exemplo: telefones celulares, aparelhos eletrodomésticos ou eletroeletrônicos e seus componentes, incluindo os acumuladores de energia (baterias e pilhas) e produtos magnetizados de uso doméstico, industrial, comercial e de serviço composto por materiais não-biodegradáveis e CRTs (tubos de imagem de televisão).
O lixo tecnológico é tratado como resíduo químico durante a coleta e é jogado em aterros, causando contaminação do solo, da água e, conseqüentemente, dos alimentos. Telefones celulares descartados em aterros sanitários ou incinerados criam a possibilidade de liberar substâncias tóxicas (metais pesados) que antes estavam nas baterias, circuitos impressos, displays de cristal líquido.
Componentes como placas-mãe são compostos de metais pesados como mercúrio, chumbo e cádmio: esses podem causar danos ao sistema nervoso, edema pulmonar, câncer, além, é claro, de serem nocivos ao meio ambiente.
O material plástico das carcaças de computador leva séculos para se decompor na natureza. Um monitor leva 300 anos para se decompor, pouca gente sabe, mas este equipamento pode conter até 25% do seu peso em chumbo.
No período de chuvas, esses tipos de substâncias podem alcançar os lençóis freáticos e contaminar rios e peixes, provocando danos à saúde das pessoas e do meio ambiente, pois nos alimentamos com esses peixes e se nos contaminamos também.
Atualmente, o problema causado pelo avanço tecnológico ocorre no mundo inteiro e devido a isso produtos tais como celulares que a cada dia estão mais sofisticados e que não utilizamos 1/3 das suas funções são substituídos num curto espaço de tempo e o seu descarte é feito de maneira incorreta, causando não só prejuízos ao meio ambiente, mas também à nossa saúde.

O que é Lixo Tecnológico?

Com o avanço da tecnologia os computadores, celulares e outros aparelhos, rapidamente, se tornam ultrapassados e são descartados causando um problema no mundo todo. Cerca de 99% dos aparelhos eletrônicos vão parar no lixo e que vem causando um sério risco ao meio ambiente. Mas o que fazer com essa sucata eletrônica que prejudica o meio ambiente? A solução mais responsável para quem troca de aparelho é reaproveitar (retirada de peças que funcionam) ou doação de máquinas
A maioria das pessoas não sabe o que fazer, mas já existem varias coletas de celulares, pilhas, baterias e outros equipamentos têm como objetivo conscientizar a população sobre os perigos do lixo eletrônico – cujos componentes como metais pesados, são nocivos à saúde e ao meio ambiente. Mesmo produtos sem recuperação contêm partes boas que podem ser usadas na montagem de outro equipamento. Também têm valor para a indústria de recondicionados e podem servir como parte de pagamento para novos.
Embora o reaproveitamento de materiais possa ser uma saída inteligente, os químicos perigosos presentes nos eletrônicos podem afetar as pessoas que trabalham no campo de reciclagem, assim como a vizinhança e o ambiente. Em países desenvolvidos, o processo acontece em lugares específicos para isso, sob condições mais ou menos controladas. No restante do mundo, a operação, na maior parte das vezes, não sofre nenhuma fiscalização. O desmanche é feito à mão em lixões, muitas vezes por crianças.